A Importância de Trabalhar em Equipe na Advocacia Criminal - Wagner Brasil - Advocacia Especializada

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O ditado “uma andorinha só não faz verão” pode ser considerado o mote da advocacia criminal. Convertendo para a realidade jurídica, um advogado criminalista, atuando sozinho, dificilmente promoverá a verdadeira justiça que almeja. Se não bastasse, estará sujeito a sofrer abusos e ilegalidades de maneira desenfreada.

Diante dessa breve introdução, abordarei algumas situações que revelam a importância de se trabalhar em equipe no desempenho da advocacia criminal.

Inicialmente, o momento da deflagração das operações deve ser considerado como um ponto crucial para o desenrolar do caso. Uma atuação coerente e direcionada trará consequências positivas para o processo judicial que sucederá. Entretanto, no momento da deflagração inúmeras coisas acontecem ao mesmo tempo. Várias equipes policiais estarão na rua cumprindo diversos mandados de prisão, depoimentos acontecerão simultaneamente, bens serão apreendidos em localidades diferentes. Se o advogado for um lobo solitário, como agirá nessas situações?

Ainda que assim não fosse, um dos maiores alvos durante uma investigação policial é a comunicação, seja entre os acusados, seja entre acusados e advogados. Interceptações telefônicas legais e ilegais são perpetradas durante toda a operação.

Muitas vezes até mesmo a prisão temporária é decretada contra o advogado, para que este não se comunique com seu cliente ou com outros investigados. Diante disso, evidencia-se a importância de se trabalhar em equipe. Quando a banca defensiva tem tentáculos, essa praxe policialesca inquisitorial sofre dificuldades para ser implantada. Vai prender, prende todo mundo.

É de conhecimento público que o desenvolvimento do labor na seara criminal é extremamente estressante e bélico. Delegacia é um ambiente totalmente inóspito, insalubre, desagradável. Além de tudo isso, segundo as melhores recomendações práticas, delegacia de polícia é um local onde é terminantemente proibido o advogado ir desacompanhado.

Há pouquíssimos dias, um colega recebeu voz de prisão em flagrante dentro do distrito policial por supostamente ter cometido um crime. Questiono: será mesmo que esse crime ocorreu? A hipótese de terem forjado um flagrante para esse defensor é totalmente descabida?

É óbvio que quando eu trato dos abusos policiais, refiro-me a uma pequena parcela dos agentes públicos que enfileiram os quadros da corporação. A grande maioria é honesta, proba e recebe muito bem os advogados. Entretanto, ainda existe uma “banda podre” que envergonha a instituição.

Nesse sentido, quem nunca ouviu falar no kit flagrante que existe dentro de algumas delegacias? São armas, drogas e objetos ilícitos que poderão ser imputados de propriedades daquele defensor que estiver tumultuando o ambiente, na ótica dos agentes.

Ante o exposto, a visita em delegacias deve sempre ser acompanhada de outros colegas advogados, estagiários, parentes ou até mesmo amigos. Nunca vá sozinho.

Enfim, você estando na trincheira, acompanhado de outros soldados, as situações são totalmente diferentes. Denúncias são assinadas por 5, 10, 15 promotores. A acusação, além do Estado a seu favor, é unida, orquestrada, associada. Por que a defesa vai solitária para a guerra?

Wagner Brasil
Advogado Criminalista e Eleitoral
OAB/SP 366218
(14) 98184-8765

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